14 de Dezembro de 2006 - «O Natal da AICIA»

h1 Maio 11, 2008

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IMG_3209_1.JPGIMG_3193_1.JPGÉ verdade. Existem pessoas especiais, que conseguem criar ambientes especiais. Há afectos, há sorrisos, há uma caminhada diária no sentido da superação, todos os dias. Há, ainda, muita gente que se dedica a tudo isto. Aos sorrisos, aos afectos, ao apoio a esta caminhada diária. Esta terá sido, provavelmente, a primeira vez que me dei conta disto neste local, e a quadra natalícia também ajudou a que estivéssemos mais despertos para estes sentimentos, mas veio ao de cima a verdade de que o Natal deve ser quando um homem quiser, e que o deveria querer, neste IMG_3200_1.JPGcaso, mais vezes. Em cada sala visitada, houve muitos sorrisos, cumprimentos, palavras amigas. Há gente de várias idades, cada um especial ao seu modo, mas todos estendem um largo e longo abraço a todos quantos por ali passam. E é bom, muito bom, ver IMG_3214_1.JPGesta gente feliz. Depois disto, havemos de voltar mais vezes. Vale a pena lutar por um mundo mais social, quando cada um de nós é, cada vez mais, quase doentiamente IMG_3186_1.JPGindividualista. A toda esta gente, a admiração e o reconhecimento devidos. Esta é, sem dúvida, uma casa especial, onde todos são especiais. No melhor dos sentidos. E de cada vez que ali volto, mais forte é o sentimento de que Arouca deve reconhecer esta gente, e que cada arouquense não deve, não pode dizer que não conhece esta casa por dentro.

26 de Março de 2008 - «Bye bye, Blackbird»…

h1 Março 26, 2008

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(Foto: Pedro Bastos) 

Perdoa-me por tornar este texto demasiado pessoal, mas não consigo fazê-lo de outra forma. Foi com a tua voz, em redor da tua voz, que nos juntámos. Lembro-me de te estar a ouvir, uma vez, escondido. E de imaginar não um rosto, não a ti, mas um sopro. Forte, divino até. Deste voz, dás voz às minhas palavras, em que entrancei muitas emoções. Sorrimos muito. Temos o nosso som, o teu som. Deste-nos o teu sopro. Dás-nos o teu sopro. Perdoa-me, mas continuas aqui. Eu não te vou deixar ir. Não depois de teres dado voz a «Mim», não depois de teres dado voz à minha «Pequena História para a Maria», que só para ti tive coragem de retirar da gaveta. Vou ver sempre o teu sorriso a acompanhar a música. Vou ter-te sempre na plateia da «minha» 9.ª Sinfonia de Beethoven, com a Isabel. Vou ouvir-te sempre que abra os braços para a música. Tu és os D’Arc, e quero que cantes connosco um novo tema. Chama-se «Bye bye, Blackbird». Deixo-te a letra, para ires estudando. Até já…

Bye Bye, Blackbird (Henderson-Dixson)
Pack up all my care and woe
Here I go, singing low
Bye bye, blackbird.
Where somebody waits for me
Sugar’s sweet, so is she
Bye bye, blackbird.
 

No one here can love or understand me
Oh, what hard luck stories they all hand me
Make my bed and light the light,
I’ll arrive late tonightBlackbird, bye bye.
 

Bye bye blackbird
Bye bye blackbird…
Goodbye, blackbird
I’m gonna miss you
I’m gonna miss you, Blackbird
You hear that?
 

I’m gonna follow you soon
Wherever you go, I’ll follow you.
There’s someone waiting out there for me, where you’re leading
I can see you flappin’ your wings now
You’re calling me
I hear you calling me,
I hear you! I hear you! I’m coming! I’m coming!
I’m almost there
She’s there waiting for me
Oh, how wonderful she looks!
Oh, how marvelous, blackbird
Here! Here! Flap your wings, flap ‘em! Flap ‘em! Whistle to me!

12 de Dezembro de 2006 - «O Natal das crianças»

h1 Fevereiro 25, 2008

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Natal_Escolas_027_1.jpgAo mesmo tempo que tentava provar que em Deus não existe o caos, iam chegando à vila grupos de meninos Natal_Escolas_024_1.jpgdas escolas do primeiro ciclo, vindos de todas as freguesias do concelho. O espírito natalício respirava-se já a plenos pulmões, o que se reflectia numa certa acalmia, quase nostálgica, nos pequenos sorrisos que por ali saltavam. Houve tempo para fotografias, presentes, lanche e, durante algum tempo, observar. Observar que, apesar do tempo, ainda há crianças que brincam sem ser com computadores e consolas de jogos, que ainda há Natal.

Natal_Escolas_020_1.jpgÉ nestas alturas que questionamos o futuro e tentamos recuperar a esperança. É este o tempo de o fazer. Passado todo este tempo, não foi tempo perdido o que se investiu a tentar provar que em Deus não há caos. Nada está determinado, à partida. Antes se sucedem as coisas, que nos despertam sentimentos e nos impelem a optar. Hoje, é interessante ver que houve prendas bem interessantes, que apenas foram dadas depois. Mas tão valiosas como se fossem prendas de Natal. Para a vida. Afinal, em Deus não há mesmo caos. Consegui provar.

29 de Novembro de 2006 - «Escariz e Alvarenga já ‘navegam’»

h1 Fevereiro 6, 2008

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Com o espaço de reflexão confinado a um gabinete, muitas vezes não temos noção da vastidão do nosso concelho. Como é Internet_006_1.jpgInternet_010_1.jpglógico, essa dispersão dificulta uma intervenção pragmática para resolução dos problemas, especialmente daqueles que vivem nos extremos do concelho. O dia 29 de Novembro teve o carácter simbólico de nos levar a esses extremos para, apesar da sinuosidade das estradas, levarmos aí a auto-estrada da informação. Alvarenga e Escariz passaram a ter espaço internet, com condições de acesso e apoio de técnicos especializados.

Internet_027_1.jpgIndependendemente da pertinência do investimento ou da funcionalidade dos espaços, a alegria dos mais e menos novos, em frente àqueles computadores, foi a melhor síntese do dia.
Recordo, com especial ternura, a primeira viagem exploratória de navegação do Mestre Fernando Mendes, em Alvarenga, provando que na Rede não há barreiras de idade e que, apesar da sua humildade, também aí a sua arte e o seu mérito têm espaço.

Esta é a função de quem decide: criar as condições e colocá-las ao dispor dos que delas queiram usufruir. A partir daqui, há um «mar virtual» à vossa disposição. Bem-vindos.

25 de Novembro de 2006 - «Joel Xavier: uma noite de um virtuosismo sublime»

h1 Novembro 19, 2007

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IMG_2969_1.JPG«Em 1992 aparecia, timidamente, num programa da Sic, apresentado por Carlos Mendes e Fernando Tordo («Falas tu ou falo eu»), um “miúdo” de 18 anos que tocava guitarra. Após uma breve conversa em que revelava ser estudante de Engenharia e em que o seu pai, Luís Xavier, dizia ainda não ter a certeza se o “miúdo” podia ou não ser músico “a sério”, Joel Xavier surpreendeu toda a gente com a sua música.

IMG_2980_1.JPGDesde então, Richard Galliano, Larry Coryell, Toots Thielemans, Arturo Sandoval e outros nomes sonantes renderam-se ao seu talento e não lhe regateiam elogios. Em 2004, é Ron Carter, lenda do contrabaixo Jazz, que afirma nunca ter tido uma experiência musical tão rica como a de ter gravado «In New York» com o guitarrista português.

«In New York» é o mais recente trabalho de Joel Xavier, composto por nove temas, plenos tanto de simplicidade sonora como de riqueza musical, e foi este disco que o guitarrista veio apresentar a Arouca, num concerto absolutamente fantástico, no Cinema Globo d’Ouro, a 25 de Novembro.

AcomIMG_2968_1.JPGpanhado ao contrabaixo por Gustavo Roriz, um músico de elevado profissionalismo, que soube transmitir a alegria e a sensibilidade que a música lhe ia pedindo, Joel Xavier inundou a sala com o seu virtuosismo, com a beleza dos seus temas, com o toque de intimidade que a sua música contém. O público respondeu da melhor forma possível, estabelecendo-se, desde o primeiro segundo, uma empatia rara.

No final, Joel brindou o público com dois temas a solo, terminando o concerto em grande. De referir o excelente trabalho de som e luz feito pela Aroucassom.

Não será pretensioso dizer-se que o dia 25 de Novembro ficará na memória como um dos melhores concertos realizados em Arouca.»

IMG_2986_1.JPGNo final do concerto, pudemos jantar, calma e tardiamente, no fabuloso restaurante do Hotel Rural Quinta de Novais, onde o Joel, o «Guga» e o restante “staff” ficaram alojados. Bebemos dois bons vinhos e conversámos longamente. Curiosamente, já não estava ali um ídolo, mas um rapaz animado e conversador… E a foto do Gustavo com cara de prazer ante a sua salada espelham o resto.

25 de Novembro de 2006 - «Terra a Terra», a TSF em directo de Arouca

h1 Novembro 15, 2007

 

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IMG_2955_1.JPG «Torneia-se o monte e começa a descida para o vale de Arouca. A encosta e o vale igualam em beleza Sintra, e excedem-na em vastidão». Foi com esta frase de Alexandre Herculano que Ramiro Santos, jornalista da TSF, abriu o programa “Terra a Terra” do passado dia 25 de Novembro, entre as 9 e as 11 horas. A partir deste momento, também a Rádio Regional de Arouca levava aos seus ouvintes o retrato da nossa terra. Um retrato que teve muito do nosso passado histórico, do nosso presente, mas também do futuro.

IMG_2960_1.JPGArtur Neves, presidente da Câmara Municipal de Arouca, Afonso Veiga, historiador de reconhecido mérito e com uma vasta obra publicada sobre a história de Arouca, João Carlos Pinho, coordenador da ADRIMAG (Associação para o Desenvolvimento Rural Integrado das Serras de Montemuro, Arada e Gralheira) e Artur Sá, líder da Equipa de Projecto de Candidatura do Geoparque Arouca à Rede Europeia de Geoparques foram os convidados.

À conversa sobre vários temas, muitos deles suscitados pelas reportagens que a equipa da TSF foi fazendo ao longo de três dias, ficou acima de tudo a vontade de projectar um futuro em alicerces sólidos.

IMG_2962_1.JPGDurante quase uma semana, pude acompanhar a equipa da TSF que produz o programa «Terra a Terra», da TSF -IMG_2961_1.JPG Rádio Notícias. Pela primeira vez, pelo menos para o «Terra a Terra», José Alvarez e Ramiro Santos foram percorrendo os caminhos do nosso concelho. Pelo caminho, visitámos o Centro de Interpretação Geológica de Canelas, vimos as pedras parideiras, saboreámos na Rádio os doces conventuais do Manuel Bastos, apanhamos uma real «molha» no complexo mineiro de Regoufe, com o contributo científico dr. António Vilar, que não escapou à chuva, e ainda houve tempo para conhecer a história da aposta no totobola, feita no Café Luso, que culminou com a construção da estátua da Rainha Santa Mafalda.

IMG_2964_1.JPGNo final desta caminhada, a 25 de Novembro, os sons matinais da Rádio daquele Sábado foram inteiramente dedicados a Arouca, com direito a retransmissão pela Rádio Regional. Durante duas horas, falou-se de tudo um pouco, numa quase tertúlia sobre algo que nos é querido a todos - Arouca. Ramiro Santos e José Alvarez sairam daqui, naquele início de tarde, um pouco mais arouquenses.

11 de Novembro de 2006 - «As Doze Portas das Gerações de Arouca»

h1 Outubro 26, 2007

imagem11_1.jpgInicialmente, havia algum receio… Era a primeira vez que tinha de lidar com um autor. Ainda por cima, no lançamento de um livro. Conhecemo-nos, falámos, almoçámos, e após vários almoços e cerca de dez mensagens de correio electrónico, os preparativos para o lançamento estavam feitos. Passei a conhecer uma pessoa de uma cultura geral invejável, e, refira-se, de uma sensibilidade musical rara. Falámos imenso, e, atrevo-me a dizer, ficámos amigos. O Arq. Fernando Brito, que sIMG_2911_1.JPGempre pediu encarecidamente para lhe retirarmos o título, não tem qualquer ‘tique’ de escritor, investigador, professor ou mesmo de arquitecto. No livro, apenas quis que constasse o seu nome completo, o trabalho que fez e a contribuição que deu à história do concelho com este livro. E, diga-se, esta última não foi pequena. O dia escolhido foi o dia de S. Martinho, com magusto e tudo, no final. Sempre sob o signo dos castanheiros, que albergavam os homens de lugares inteiros, símbolos de antiguidade, resistência, firmeza, como se se tratasse da sabedoria dos mais velhos. Como os Guardiães das Doze Portas das Gerações de Arouca. Fernando (permita-me que o trate assim), bem-haja pela sua disponibilidade, sabedoria, humildade e, acima de tudo, por este contributo.

30 de Outubro de 2006 - «Carta Educativa de Arouca»

h1 Junho 4, 2007

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Este foi o culminar de um processo que uma das pessoas mais trabalhadoras e determinadas que conheço tornou real, com imenso mérito. Ao contrário das habitualmente artilhadas equipas de Educação das Câmaras Municipais, em Arouca as coisas foram feitas de forma diferente. Com os pés assentes no chão e as mãos na massa. Depois das habituais discussões políticas, que muito frequentemente não resolvem absolutamente nada, a Carta Educativa do Concelho de Arouca foi aprovada e homologada pelo Ministério da Educação. Estivemos, assim, na linha da frente, no que diz respeito a este processo. A simbologia utilizada é muito ligada às rotas, aos rumos, à rosa-dos-ventos. Não está terminada, não é um fim. É um princípio, um mapa a ser utilizado por vários técnicos e políticos. Para mim, esta Carta tem um rosto, que, propositadamente, continua como verdadeira formiguinha na gestão da Educação em Arouca. A 30 de Outubro, um dos seus objectivos, palavra que está muito na moda, foi cumprido. Mas a formiguinha continua diariamente a trabalhar para que as coisas continuem a funcionar. Assim outros com responsabilidade na continuação da construção da Carta Educativa possam também, pelo menos uma vez, ser formiguinhas. A 30 de Outubro, em Vila do Conde, à margem das manifestações estudantis (que abriram os noticiários, em vez das Cartas Educativas homologadas) e de algum aparato jornalístico, foi apenas dado o primeiro passo.

26 de Setembro de 2006 - «Moço, vamos medir…»

h1 Maio 31, 2007

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Foi em resposta a este «convite» que arrancámos, algures no dia 26 de Setembro, para uma dupla tarefa: primeiro, era necessário saber-se em que ponto estavam os ‘hot-spots’ do EDV Digital, que tinham suscitado algumas críticas; depois, era necessário andar de rodinha em punho e fita métrica à mão, a medir distâncias entre edifícios camarários, para instalarmos fibra óptica.

Já alguns dias tinham passado, depois da «aterragem» algures pelos Paços do Concelho, mas acho que foi nesta altura que, efectivamente, senti não me podia ter calhado melhor companheiro de equipa. Descobrimos que, afinal, não havia ‘hotspot’ na Secundária porque, durante as férias, tinham desligado a luz. Fizemos, também, um levantamento dos locais onde a cobertura de sinal era mais forte. Elaborámos um relatório dos mais bonitos que eu já vi. Mais tarde vieram pedir-nos esse trabalho para utilizarem numa monografia e tudo…

Paralelamente a isso, fomos andando de rodinha em punho por aí. Rimo-nos várias vezes, fizemos alguns malabarismos, e acabámos por chegar à soma de 7000 metros. Estava dado o «pontapé de saída» para a obra da fibra óptica nos edifícios municipais. Há muitas questões no ar acerca da utilidade ou pertinência desta obra. A mim, que pouco percebo do assunto, parece-me que, juntamente com algumas soluções informáticas que se estão a implementar, vai simplificar muito os procedimentos administrativos. Pode haver melhor que isso? Entretanto queixam-se por causa de alguns rasgos de algumas dezenas de centímetros em algumas ruas. Talvez mais tarde isso seja compensado com um serviço melhor aos munícipes. Parece-me uma troca justa.

Entretanto, o projecto EDV Digital vai terminando algumas das suas actividades. Pode ter passado ao lado de muita gente, mas para nós, que o conhecemos melhor por dentro, vai sempre parecer que mais alguma coisa podia ter sido implementada. Houve associações que, pela primeira vez, tiveram um computador. Houve jovens que, pela primeira vez, no meio das montanhas ou na sua escola «distante» souberam o que era a internet. Houve menos jovens que puderam aprender a contactar com os seus parentes que estão no estrangeiro. Houve várias notícias que chegaram à comunicação social regional e local que, de outra forma, talvez não tivessem chegado. Houve uma tentativa de aproximar as pessoas das tecnologias, e o poder local dos munícipes, através das tecnologias. E eu tive o privilégio de trabalhar com uma das pessoas mais competentes e companheiras que conheço. Que mais posso querer?

24 de Setembro de 2006 - «Desenrascas-te bem a falar francês?»

h1 Abril 29, 2007

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Depois de, com uma ponta de receio, mas resignado pelo facto de não haver mais ninguém com veia suicida para se arriscar num almoço com os nossos amigos franceses da cidade de Poligny, ter respondido afirmativamente a esta pergunta, fui descendo o passeio do Convento a tentar juntar mentalmente algumas palavras. O facto de saber que ia estar bem acompanhado, pelo dr. Campelo de Sousa, sossegou-me. Sobretudo depois de o ver ao longe. Depois de encontrados os nossos amigos, seguimos viagem para o restaurante. Imediatamente começamos a trocar impressões sobre vários temas. O que nos une e nos separa culturalmente, comparações acerca da organização política dos dois Estados, o Dennis falando fascinadamente da sua colecção de notas antigas e das compras que fez na feira de antiguidades. Um bom vinho maduro e um bom Porto fizeram as honras da casa, e regressámos calmamente à sombra do Convento, debaixo de chuva. À noite, reencontramo-nos nas tasquinhas, já com companhias diferentes. No meio das despedidas, e já com o francês completamente fluente, dizem-me «On vous attende à Poligny!». Surpreendo-me com a resposta imediata: «Dîtes ça a M. Neves…».