Archive for Março, 2007

21 de Setembro de 2006 - «Quando a Mandrágora (não) sai da terra»

h1 Domingo, Março 11th, 2007

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Mandrágora. Quinta-feira, dia 21 de Setembro, 22 horas, Praça Brandão de Vasconcelos. Foi assim que se abriu o cartaz musical da Feira das Colheitas 2006. A mandrágora é uma espécie de maçã, que o povo acredita não só ter características afrodisíacas, como uma raIMG_2744_1.JPGiz de forma humana. «Grita quando é arrancada da terra», dizem alguns, e é por isso que esta Mandrágora está bem presa à terra. Ou é esse grito de não querer ser retirada que se faz ouvir. Na raiz da música portuguesa, mas aberta à influência de outras músicas, a Mandrágora conta já com um Prémio Carlos Paredes, que recebeu este ano. Pela importância da música que faz, para reforço da identidade cultural.

IMG_2752_1.JPGDurante cerca de uma hora, os Mandrágora viajaram por sonoridades ancestrais, afugentando a chuva, que parecia teimar em não abrandar, e cativando uma plateia bastante numerosa, tendo em conta o tempo chuvoso e o facto de ser uma quinta-feira. Vencedores do Prémio Carlos Paredes 2006, juntamente com Bernardo Sassetti, os Mandrágora trouxeram a Arouca uma nova forma de abordar as nossas raizes musicais.

Com uma marca bastante celta, este grupo demonstrou que, ao contrário do que se possa pensar, a música dita tradicional não está em crise, e que é possível fazê-la com qualidade, sem desvirtuar a raiz.

«Agradecemos ao pessoal da Câmara de Arouca e ao Ivo, que nos proporcionaram grandes momentos…» (in www.mandragorafolk.blogspot.com)

26 de Agosto de 2006 - «Mais de 120 exemplares de Arouquês desfilaram pela Vila»

h1 Terça-feira, Março 6th, 2007

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IMG_2565_1.JPGA paisagem serrana não tem a mesma vida sem os exemplares de arouquês que povoam estas paragens. Deslocando-se lentamente, amistosos, facilmente assustáveis, estes animais são de uma robustez pouco vulgar, tendo em conta os poucos recursos alimentares de que dispõem pelas encostas serranas. Em muitos casos vão ainda substituindo as máquinas, e podem ter uma vida útil de 16 a 18 anos. Pode dizer-se que a pacatez das montanhas onde vivem habita nestes animais, cuja beleza é tanta quanto saborosa é a carne que nos oferecem.

IMG_2550_1.JPGA 26 de Agosto, com esta calma, como se o tempo fosse o de antigamente, foram chegando à Vila vários produtores, acompanhados pelos seus animais. De cajado em punho, conduzindo, um a um, os bois, as vacas, as vitelas, alinhando-os, segundo as suas categorias.

Por ali, as imagens faziam lembrar outros tempos, em que as feiras de gado eram autênticos acontecimentos, pontos de encontro, pontos de debate e aperfeiçoamento de técnicas. Uma forma de os produtores avaliarem, mais do que os seus exemplares, a sua forma de produzir.

IMG_2546_1.JPGFoi interessante voltar a ver os ares da serra a invadir a Vila, fazendo-a voltar à sua origem. Fazendo-a, sobretudo, pensar nas riquezas que as montanhas que a circundam acolhem. O pretexto foi o Concurso Nacional de Bovinos e a Semana Gastronómica da Raça Arouquesa, eventos promovidos pela Associação de Agricultores do Concelho de Arouca e pela Associação Nacional de Criadores da Raça Arouquesa, com o apoio da Câmara Municipal de Arouca.

Relembrando que a paisagem serrana não tem a mesma vida sem estes animais. Os mesmos que nos fazem gabar a carne que servimos a quem nos visita.