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gripeLembro-me que a crise que agora sentimos claramente na pele também começou assim. Primeiro era algo meio longínquo, aparentemente confinado ao imobiliário. Mas a comunicação social continuou a falar sobre o assunto, e continuou, e continuou, e a coisa começou a estender-se, e a agravar-se, e a expandir-se, e a vir ao nosso encontro. E ei-la. Agora é a gripe, que alguns «media» foram chamando «suína», porque parece que há alguns «genes de porco» que estão presentes nesta mutação do vírus da gripe. Inicialmente a coisa estava confinada à cidade do México, que é uma das mais emblemáticas «megalópoles» do mundo, com a dimensão, praticamente, de um país de pequena/média dimensão.

A Organização Mundial de Saúde já elevou o risco de epidemia global, porque cada vez são mais os casos conhecidos, sobretudo fora do México, onde já cerca de 150 pessoas terão sofrido as consequências desta  quase pandemia, «pagando-o» com a própria vida. E parece que a coisa não vai ficar por aqui. Para já, qualquer consequência continua mais ou menos longínqua, se bem que parece que Espanha já teve um caso.

Esta é uma das consequências da Globalização. Não são só as pessoas que podem mais facilmente viajar ou mesmo migrar. Também as doenças, que vão encontrar novos contextos, mutar-se e criar novos e (em alguns casos) devastadores desafios aos Estados e a todos nós. Esperemos que, neste caso, uma boa aspirina ou um medicamento forte, daqueles que costumamos usar, seja suficiente. Sob pena de, sob o efeito dominó, assistirmos a uma espécie de «Lei de Murphy».

«It is found that anything that can go wrong at sea generally does go wrong sooner or later».