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psdComo sabemos, nas ressacas das noites eleitorais nunca há derrotados. Há sempre formas de comparar situações, números que se utilizam, estrategemas mentais e artifícios comunicacionais para se dar a entender ao «povo» que o partido não perdeu, apesar de ter perdido. No caso concreto do PSD, depois de ver repetidamente as imagens de Marques Guedes e outros que tais a «segurarem a mão» e a conduzirem Manuela Ferreira Leite durante a campanha, fica a sensação de que esta «vitória» (ou esta «derrota») se deve, antes de mais, à «estratégia» que estes «acólitos» diziam ter para fazer nascer uma política de verdade.

Esta foi a vitória (ou a derrota) de um PSD que não respeitou as opções das distritais, e fez impor a sua vontade contra as bases do partido. É a vitória (ou a derrota) de um PSD que não ouviu, ao contrário do que disse, o que os portugueses pensavam ou queriam para o seu país e para o seu governo. É a vitória (ou a derrota) de um PSD «feudal», de um certo pedantismo, de poucos, uma espécie de «pequena oligarquia», nada agradável. É a vitória (ou a derrota) de uma certa arrogância «novo-riquista» ou «pseudo-nobre», desligada do dito «Portugal profundo», que mais não é que o Portugal real. É a vitória (ou a derrota) de um PSD que não está a obedecer à sua genética, que se entretém com «danças de cadeiras» e em «guerrinhas internas», em vez de se preocupar com as freguesias, os municípios, o país, pelos quais muitos militantes vão lutando, desprotegidos, de peito aberto e sem qualquer reconhecimento, por um partido que não os representa.

Esta foi a vitória (ou a derrota) do PSD nestas eleições. Um PSD que agora se apresenta «ferido» a umas eleições autárquicas que prometem combate. Foi a vitória (ou a derrota) que a actual liderança procurou. É à lider do partido, e, sobretudo, aos seus «acólitos», que tão bem a conduzem, que se deve este resultado. Qualquer que ele seja.