Select Page

A insegurança, o nervosismo e as tiradas cáusticas (mais do que o habitual) de Sérgio Sousa Pinto, no «Corredor do Poder» de ontem, na RTP, juntamente com as últimas notícias, indiciavam, claramente, que vinha aí bomba. Depois da «novela» da Providência Cautelar, e de várias entrevistas, a roçar o desastroso, por parte do presidente do Supremo Tribunal de Justiça, o jornal «Sol» (já não) está nas bancas, e promete «edição extra» à tarde. Entretanto, o Ministro da Presidência também disse umas coisas, dando a entender que, em Portugal, a verdadeira oposição ao Governo e ao PS, que tem uma estratégia de «assalto» ao poder e pouco respeito pelos resultados eleitorais, é o «Sol». Pelo menos, é o que se depreende. De qualquer forma, quem ler a edição de hoje do jornal fica com um panorama pouco abonatório da forma de se fazerem negócios (e da forma de se fazer política) em Portugal. Pode, eventualmente, também ficar com um panorama pouco abonatório de se fazer jornalismo (o que não me parece). Ou sã0 coincidências a mais, ou andamos todos loucos. Ou ambas as coisas.

Comunicado

A Edição do Sol que foi hoje para as bancas, cumprindo o que a Direcção anunciou em comunicado divulgado ontem, esgotou em todo o país às primeiras horas da manhã.

Assim, a Administração e a Direcção do jornal decidiram a publicação de uma EDIÇÃO EXTRA, em que já se inclui a providência cautelar interposta contra a saída do Sol e comunicados da Administração e da Direcção. Esta Edição Extra será ainda complementada com toda a investigação relativa ao caso Face Oculta publicada pelo Sol na passada semana, cuja edição também esgotou em muitos pontos de venda.

Com esta iniciativa, o Sol está convicto de que presta um serviço aos leitores e ao país.

A Edição Extra do Sol estará nas bancas a meio da tarde de hoje.

Lisboa, 12 de Fevereiro de 2010

A Administração e a Direcção do SOL