O filme «Cinema Paraíso», de Giuseppe Tornatore, termina com uma montagem das mais famosas cenas amorosas de clássicos do cinema, depois de terem sido (no filme) censuradas pelo padre local, e que o responsável pela sala de cinema daquela pequena aldeia italiana montou, para deixar como herança ao seu pequeno ajudante (que, entretanto, se tornou num famoso realizador). Num dia em que se fala (ou não) muito de amor, prova-se assim que, muitas vezes, são as coisas mais pequenas que mais facilmente se transformam em arte, em sentimento, em amor, em mensagem do que de mais puro, forte, intenso, inexplicável e de busca de complementaridade se pode imaginar.
Pessoal e Transmissível
Plagiando o nome do programa de entrevistas de Carlos Vaz Marques na TSF, este blog tem tanto de absolutamente pessoal como de absolutamente transmissível. O título surgiu da lembrança de um anúncio televisivo a uma agenda - «A Minha Agenda» - que, na altura, toda a gente queria ter. O conteúdo surge de retalhos de informação, de observações, de restos de material da minha agenda, que fizeram (ou não) notícias. Neste caso, material que não foi directamente notícia, mas que talvez pudesse ter sido. De um ponto de vista totalmente pessoal, mas totalmente transmissível. Bem-vindo.
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Dos mais belos filmes que vi. (=