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Henrique Monteiro, director do jornal «Expresso» afirmou hoje, na audição da Comissão Parlamentar de Ética, que foi ilegitimamente pressionado pelo Primeiro-Ministro, por causa de uma notícia sobre a famosa licenciatura. Mas não só, e pior, é que a pressão não se deu depois, mas antes da publicação. E, como se não bastasse, o acesso a informação governamental passou, a partir de então, segundo o Director, a ser muito mais difícil. E é aqui que Henrique Monteiro fala do que tem de ser falado. O principal problema é que as entidades são, muitas vezes, simultaneamente objecto e/ou fonte de notícias, e as situações têm sempre um revés, quanto mais não seja na contenção do acesso às informações. Não é preciso fazer-se censura, nem prévia nem «póstuma». É mais um caso para se discutir.

«Na noite de uma quinta para sexta-feira o senhor primeiro-ministro telefonou-me e pediu-me por tudo para não publicar uma notícia sobre a sua licenciatura».

(Henrique Monteiro, director do jornal «Expresso», durante a audição na Comissão Parlamentar de Ética)