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A questão da saúde é sempre discutível e discutida, porque o grau de urgência dos casos depende do critério, como a própria dor, de resto, que não é sentida por todos da mesma forma. Hoje, o Secretário de Estado da Saúde visitou Arouca, para inaugurar o Serviço de Urgência Básica (SUB), no Centro de Saúde, já em funcionamento desde o ano passado, e firmar um protocolo com a Santa Casa da Misericórdia para especialidades (a boa notícia). O que ficou mais ou menos por dizer foi que há mais de 1/3 da população arouquense sem médico de família, o que, aliado aos fechos sucessivos dos postos de saúde, redunda numa efectiva dificuldade (ou mesmo falta) de acesso aos serviços de saúde. O antigo SAP (Serviço de Atendimento Permanente) ainda disfarçava esta situação, com muita gente a recorrer a esse serviço para um contacto com o seu médico. Mas agora nada disso é possível, até porque os sistemas informáticos do SUB e dos médicos de família são diferentes, e nem sempre (ou quase nunca) o acesso é possível. Para não falarmos nos valores das taxas moderadoras. Perante a situação, Manuel Pizarro assobiou para o lado, e a única coisa que «tirou da cartola» foi culpabilizar o PSD por ter travado a formação de médicos de 1985 a 1989. Vale o que vale.