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Cada vez mais estou certo de que a (des)organização é uma «doença» contagiosa. Pior quando se trata de uma organização desorganizada. Em Portugal, o que parece acontecer sucessivamente, é que não temos vocação «mandadora». Já Salazar dizia que se soubéssemos o quanto custa mandar, não nos importaríamos de obedecer toda a vida. Muitos de nós discordam, porque mandar parece fácil. Basta, de facto, mandar. O problema é que raramente (nunca?) se pesam as consequências do que se manda. Sobretudo ao nível do impacto que isso tem na organização ou desorganização de quem obedece. Mas, nos tempos que correm, tudo é possível.