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A notícia vem no jornal «Público» de hoje, e levanta algumas reservas. Guimarães quer ter uma orquestra sinfónica. Não fica claro se apenas para a Capital Europeia da Cultura ou se este evento é apenas o pretexto para a sua criação. A notícia é recebida com cautela, sobretudo um dia depois de se anunciarem cortes no financiamento da Cultura, mas também, e sobretudo, porque se sabe o quão difícil tem sido manter em funcionamento as orquestras nacionais. O panorama, sabemo-lo, é extremamente complicado. Temos duas grandes orquestra sinfónicas públicas, com qualidade elevada (Sinfónica Nacional e Sinfónica do Porto), ficando, depois, as restantes a sobreviver com imensas dificuldades (Algarve, Centro, Norte e Beiras). Interessante, tem sido o trabalho desenvolvido pela Orquestra da Madeira, da qual Rui Massena (curiosamente o programador da área da música, em Guimarães) é maestro. Aguardamos mais desenvolvimentos, enquanto ficamos a saber que o orçamento global para a programação de Guimarães Capital Europeia da Cultura (2012) está cifrado nos 41 milhões de euros.

«A proposta de criação de uma orquestra sinfónica sedeada em Guimarães foi anunciada nessa reunião pelo maestro Rui Massena, programador musical da CEC. Esta estrutura será o pilar da programação artística na música, ainda que o Ministério da Cultura tenha dúvidas quanto à sua viabilidade. A tutela alertou a Fundação Cidade de Guimarães, entidade que gere o evento, para as dificuldades de financiamento de uma estrutura deste tipo, lembrando os problemas por que passam as restantes orquestras nacionais».

(in jornal «Público»)