Select Page

Portugal deve ser dos poucos países (talvez) do mundo onde fazemos questão de colocar o título académico antes do nome. Até nos «malfadados» cartões multibanco. Graças a essa obsessão, ganhámos a tendência natural para «complexificar» o discurso académico, fazendo com que o que muitas vezes é simples pareça inacessível e só «dominável» por uma elite: os académicos, precisamente. Mantemos a proibição de falar sobre as coisas de uma forma simples e acessível. Isso, só os académicos podem fazer, quando querem, quando lhes apetece. Tudo tem de ser metafísico, inacessível, complicado, indecifrável. No fundo, como os pequenos estudantes que escondem o que fazem dos colegas, com medo que copiem, em vez de partilharem conhecimento.