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A notícia vem na edição online do jornal «I». A Escola Secundária de Arouca tem um projecto de formação na área da Cidadania, que não avança porque não tem professores disponíveis. E não tem, porque o projecto, que contemplava a remuneração dos professores por essas horas, foi reiteradamente chumbado pelo Ministério da Educação. Agora, a solução, segundo a notícia, passa pelo recrutamento de professores que estejam disponíveis para trabalhar voluntariamente, ou seja, sem receberem pelo seu trabalho. Segundo se lê, a iniciativa procura tocar em três áreas: Formação de Jovens Líderes, Formação em Mediação de Conflitos e Aulas de Convivência. Os destinatários poderiam ser tanto os delegados de turma e dirigentes das associações de estudantes, como os alunos expulsos por mau comportamento. A Escola Secundária tenta, assim, colmatar uma lacuna importante na formação dos seus alunos, apelando, em «desespero de causa», ao voluntariado. O Ministério prefere embandeirar com milhões numa reformulação do edifício do que investir na formação dos jovens arouquenses. Voltamos à história dos alicerces e do telhado. Uns preferem começar a construir por um lado. Outros, por outro.