Confesso. Esta era uma das piores músicas que podia ouvir, naquela altura. Dormir era uma coisa que não me era particularmente agradável. Houve um tempo em que pensei que seria melhor ser um peixe, ou um vegetal, e não ter de dormir, ou dormir de olhos abertos. E à noite, lá vinha o Vitinho, trazer ao de cima estas emoções, despertar a vontade de não dormir, instalar a melancolia. O tempo passou, a relação com a noite e com o sono foi recomposta, e as músicas foram sendo alteradas, bem como os desenhos animados. Hoje, passam 25 anos desde esses tempos. E pensar que passou tudo tão a correr. Os dias de escola. O desenho dos números na sebenta. O futebol nas horas vagas. Os tempos do secundário. A faculdade. Os primeiros anos de trabalho. Está na hora da caminha, vamos lá dormir.
Pessoal e Transmissível
Plagiando o nome do programa de entrevistas de Carlos Vaz Marques na TSF, este blog tem tanto de absolutamente pessoal como de absolutamente transmissível. O título surgiu da lembrança de um anúncio televisivo a uma agenda - «A Minha Agenda» - que, na altura, toda a gente queria ter. O conteúdo surge de retalhos de informação, de observações, de restos de material da minha agenda, que fizeram (ou não) notícias. Neste caso, material que não foi directamente notícia, mas que talvez pudesse ter sido. De um ponto de vista totalmente pessoal, mas totalmente transmissível. Bem-vindo.
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Assim como assim, o Vitinho era melhor que Os Patinhos.