Artur Agostinho faz parte, a partir de hoje, do etéreo, onde, afinal, se propagam as ondas da Rádio e da Televisão, que ele próprio encarnava. «Comunicador» seria o epíteto que melhor lhe servia, mas foi também escritor e actor. Noventa anos de vida, e setenta de carreira, terminam com um sorriso, com o «até já» de um homem que, de forma simples, se auto-intitulou «um gajo porreiro». Na Emissora Nacional, como na «Renascença», ficaram famosos os seus relatos, tanto da Volta a Portugal em Bicicleta como, entre outros momentos, o «cantinho de Morais», do seu Sporting, que vivia «até à ponta das unhas», como disse no «Leão da Estrela». Recebeu um Globo de Ouro e a Comenda da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada. Foi, como prometeu, «um gajo porreiro». A comunicação vai encarregar-se, agora, esperamos, de o eternizar.
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Artur Agostinho | relato do famoso canto de Morais
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