E se de repente, com a cidade das luzes como fundo, andássemos para trás no tempo, para vivermos na época que sempre quisemos viver, junto das personagens mais famosas? «Midnight in Paris» é mais ou menos isto, ou talvez mais. Chegar a um filme de Woody Allen é sempre uma surpresa. Nunca sabemos o que vai acontecer. Da sua personalidade de judeu nova iorquino, frenético, neurótico, inadaptado, tudo pode surgir. «Midnight in Paris» é uma história de alguém que queria viver nos loucos anos 20, e consegue, de forma inesperada e na sua cidade de sonho, realizar o desejo. Verifica, contudo, que há quem, em plenos anos 20, preferisse ter vivido na «bellle époque». E é aqui que nos apercebemos que, se pudéssemos, de facto, andar para trás, talvez quiséssemos regredir até não podermos mais. Eventualmente, ou pelo menos, até voltarmos a ser semente.
Pessoal e Transmissível
Plagiando o nome do programa de entrevistas de Carlos Vaz Marques na TSF, este blog tem tanto de absolutamente pessoal como de absolutamente transmissível. O título surgiu da lembrança de um anúncio televisivo a uma agenda - «A Minha Agenda» - que, na altura, toda a gente queria ter. O conteúdo surge de retalhos de informação, de observações, de restos de material da minha agenda, que fizeram (ou não) notícias. Neste caso, material que não foi directamente notícia, mas que talvez pudesse ter sido. De um ponto de vista totalmente pessoal, mas totalmente transmissível. Bem-vindo.
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