Uma das grandes vantagens da música é sobrepor-se às várias línguas. Esta é uma prova disso mesmo. Um hino tradicional islandês, do qual não percebemos uma única palavra, mas em que a música nos diz tudo o que há para dizer. Um grupo vocal resolver aproveitar a acústica de uma estação ferroviária alemã para fazer ecoar uma prece. Simples. Harmoniosa. Universal. Como, no fundo, é a própria música. A peça chama-se “Heyr, hiena smiour”. O que, dito assim, pouco diz. A tradução, feita de forma mais ou menos literal, será “Escuta-me, Criador celestial”. E o texto que acompanha esta música fabulosa diz mais ou menos assim: “Ouve, do alto dos céus, o que o poeta Te pede. Deixa que venha até mim a Tua misericórdia. Clamo por Ti, porque me criaste. Sou Teu escravo, e Tu o meu Senhor. Peço-Te que me cures, que Te lembres de mim, ó Rei gentil, porque preciso de Ti. Vem, ó Rei dos sóis, generoso e grande, atender à tristeza humana e aos nossos corações. Vela por mim, porque preciso de Ti a cada momento. Ao mundo dos homens, envia-nos o filho de uma virgem, para fazer o bem, e de onde vem todo o calor para o meu coração”. Boa escuta.
Pessoal e Transmissível
Plagiando o nome do programa de entrevistas de Carlos Vaz Marques na TSF, este blog tem tanto de absolutamente pessoal como de absolutamente transmissível. O título surgiu da lembrança de um anúncio televisivo a uma agenda - «A Minha Agenda» - que, na altura, toda a gente queria ter. O conteúdo surge de retalhos de informação, de observações, de restos de material da minha agenda, que fizeram (ou não) notícias. Neste caso, material que não foi directamente notícia, mas que talvez pudesse ter sido. De um ponto de vista totalmente pessoal, mas totalmente transmissível. Bem-vindo.
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