Aquilo a que chamamos magia, às vezes não passa de ilusionismo. Mas, às vezes, o ilusionismo pode resultar em magia. Woody Allen resolveu baralhar e voltar a dar (como, de resto, é seu costume), a partir destes dois conceitos, no seu mais recente “Magic in the Moonlight”. A magia ao luar pode muito bem ser essa do ilusionismo, aquela que só resulta no palco, com luzes especiais, com truques estudados ao pormenor e que, mesmo que corram um bocadinho mal, estão tão ensaiados que parecem perfeitos. Mas pode também aparecer de surpresa, sem contarmos, a encaixar em cada espaço que deixamos. Às vezes, também essa capacidade de adequar a magia à necessidade de a viver é forjada. Mas pode ser forjada de falsidade, e rapidamente descoberta, ou forjada de construída na forja. É que, às vezes, a magia pode dar mais trabalho do que o que parece.
Pessoal e Transmissível
Plagiando o nome do programa de entrevistas de Carlos Vaz Marques na TSF, este blog tem tanto de absolutamente pessoal como de absolutamente transmissível. O título surgiu da lembrança de um anúncio televisivo a uma agenda - «A Minha Agenda» - que, na altura, toda a gente queria ter. O conteúdo surge de retalhos de informação, de observações, de restos de material da minha agenda, que fizeram (ou não) notícias. Neste caso, material que não foi directamente notícia, mas que talvez pudesse ter sido. De um ponto de vista totalmente pessoal, mas totalmente transmissível. Bem-vindo.
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