Caeiro dizia que da sua aldeia podia ver todo o mundo. E é bem verdade. Eu não tenho uma aldeia, mas se tivesse talvez fosse esta. A Paradinha. Aqui, como o mesmo Pessoa dizia, sendo outro ou ele mesmo, o rio que corre não é maior do que o Tejo, mas é maior do que o Tejo. Porque não interessa de onde ele vem, nem para onde ele vai. Aqui, ele simplesmente é. Como estas casas de xisto. Se pudesse ter «a minha aldeia», talvez fosse esta que aqui deixo. Não sou fotógrafo, a não ser quando espreito para dentro da máquina e escolho um recorte. Como estes. «Da minha aldeia».
Pessoal e Transmissível
Plagiando o nome do programa de entrevistas de Carlos Vaz Marques na TSF, este blog tem tanto de absolutamente pessoal como de absolutamente transmissível. O título surgiu da lembrança de um anúncio televisivo a uma agenda - «A Minha Agenda» - que, na altura, toda a gente queria ter. O conteúdo surge de retalhos de informação, de observações, de restos de material da minha agenda, que fizeram (ou não) notícias. Neste caso, material que não foi directamente notícia, mas que talvez pudesse ter sido. De um ponto de vista totalmente pessoal, mas totalmente transmissível. Bem-vindo.














Comentários recentes