Acabo de receber de presente de viagem o álbum “Maurice Ravel”, da dupla de pianistas (e irmãs) Katia e Marielle Labèque. Conheci as irmãs Labèque por causa da performance original do famoso “Bolero”, de Ravel, com o trio basco...
Fico com a sensação de que somos urbanos demais. Os pombos passaram a ocupar os espaços que, outrora, eram morada de férias das andorinhas. Já não vemos pardais com tanta regularidade. Ao menos os melros, de vez em quando, dão um ar da sua graça. Mas hoje voltei a ver...
O padre José Tolentino de Mendonça começa um texto sobre a esperança evocando a forma como o grande artista do Renascimento, Miguel Ângelo, a encarava. Para o pintor, escultor, arquitecto e mestre, a esperança era o que fazia com que visse numa pedra de mármore em...
Estou há demasiado tempo sem escrever. Estou há demasiado tempo a sentir que tenho pouco tempo, que não tenho tempo, de todo, para fazer uma coisa que quase sinto que devo. Quase como se me estivesse a tornar de pedra. E assim, decidi que não vou esperar para fazer a...
A dicotomia não é nova. Eça de Queiroz, de resto, extremou bem as realidades, quando colocou, lado a lado a enorme Paris, centro do mundo, e a sua pequena Tormes, centro de um quase imaginário. Hoje, os extremos estão ainda mais vincados, com a «cidade» a querer ser...
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