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16 de Março de 2015 – Da «minha» aldeia

Caeiro dizia que da sua aldeia podia ver todo o mundo. E é bem verdade. Eu não tenho uma aldeia, mas se tivesse talvez fosse esta. A Paradinha. Aqui, como o mesmo Pessoa dizia, sendo outro ou ele mesmo, o rio que corre não é maior do que o Tejo, mas é maior do que o...

15 de Março de 2015 – FC Porto vs. FC Arouca

Hoje, foi dia de futebol. Talvez Afonso Pinto Magalhães nunca tenha imaginado que, um dia, o FC Porto iria receber o FC Arouca no seu estádio, a contar para a competição nacional mais importante. Nem muitos de nós. As emoções acabam por baralhar-se um pouco, quando...

14 de Março de 2015 – Reuniões de não convidados

A maior parte das pessoas que conhecemos preferem aparecer. Levam a mal se não são convidadas. Sentem-se desconsideradas se não se sentarem à mesa dos que aparecem. Talvez até provoquem escândalo se não se sentarem nos lugares reservados aos convidados. Depois, há...

13 de Março de 2015 – A música, para Vergílio Ferreira

Nas palavras dos outros, está o génio que não temos. Especialmente nas de Vergílio Ferreira. Que parece que quantas mais palavras mostra, mais genialidade manifesta. Não por dizer grandes coisas. Não por teorizar demasiado. Antes por falar de coisas simples, de forma...

12 de Março de 2015 – Candide

«Ler um livro e ver o filme» é o exercício que costumamos fazer. Mas ler um livro e apreciar a música, a ópera, é algo que, para além de ser totalmente diferente, é uma descoberta sem paralelo. Sobretudo quando colocamos, lado a lado, Voltaire e Bernstein. Candide é...

11 de Março de 2015 – Da magia da bola, ao domingo à tarde

Longe vão os tempos em que alguns domingos à tarde eram passados entre o aspecto térreo e agreste do Campo Afonso Pinto Magalhães, a fazer figas para festejar golos do FC Arouca, e o ouvido colado ao rádio, à espera de saber os resultados, de preferência com vitória...

10 de Março de 2015 – Nixon, por Oliver Stone

Não resisti a escrever antes de chegar ao fim. Das três horas de filme que Oliver Stone dedicou a Nixon, ainda só cheguei a dois terços, mas já foi suficiente para ter em que pensar. Para além da habitual aura de polémica que Stone gosta de deixar a pairar no ar e da...

9 de Março de 2015 – Spem in alium

«Spem in alium» é um motete de Thomas Tallis, composto por volta de 1570, a 40 vozes. Significa que está pensado para oito coros a cinco vozes. A última página da partitura tem mais ou menos o aspecto desta imagem. Dizem que faz parte da banda sonora das «Cinquenta...

8 de Março de 2015 – É mais ou menos assim

O principal problema dos maestros é que a sua actividade à frente da orquestra não pressupõe que produzam qualquer tipo de som. Têm de, pura e simplesmente, confiar em cada um dos músicos que estão consigo, e expressar-se da melhor forma possível (de preferência, com...

7 de Março de 2015 – Hoje vi um pintassilgo

Não é nada de especial, mas se não nos deixarmos surpreender pelas pequenas coisas que nos surgem, não adianta sermos bípedes, termos a capacidade de olharmos para cima e um espaço alojado por baixo do cabelo que nos permite sermos diferentes de qualquer outra coisa...