«E ao imenso e possível oceano/Ensinam estas Quinas, que aqui vês,/Que o mar com fim será grego ou romano:/O mar sem fim é português». Assim, Fernando Pessoa escreveu, e assim Amyr Klink tornou realidade. Vi, pela primeira vez, Amyr Klink num documentário da Globo, em...
Nunca vi a Ilha de Moçambique, a não ser em sonhos. Num imgainário distante, a que se vai por instinto e não por memórias concretas. Hoje, graças a uma prenda oferecida, original ou nem por isso, o meu avô fez-nos uma visita guiada, apontando, aqui e ali, no livro,...
O dia passa, e toda a atenção se centra nesse momento em que, cada um de nós, supostamente, sente que nasceu, algures, mesmo que dentro de si, o Menino Jesus. É ainda meio da tarde, e acendo a lareira, à espera de proporcionar-lhe o aconchego, o calor de um lar. E o...
“Hélas”, vivemos num país demasiado pequenino. Pequenino, coitadinho. Onde o horizonte não pode ser largo, porque o rectângulo não o permite. Onde o horizonte termina, muitas vezes, na orla da montanha seguinte. Vivemos, portanto, num país onde o cérebro...
O atraso em Portugal é qualquer coisa já assimilada como normal. Chegamos atrasados aos compromissos, da mesma maneira que o país chegou atrasado ao Modernismo, chegou atrasado à convergência europeia e continua atrasado em relação ao desenvolvimento e ao bem-estar da...
Ao lado de um amigo, nenhum caminho será longo. É mais ou menos assim, o provérbio chinês a partir do qual o padre José Tolentino de Mendonça inicia uma deliciosa reflexão sobre a amizade. Por incrível que pareça, estamos envolvidos em “amor”. Por todo o...
Hoje, pela primeira vez em 32 anos de vida, tive de fazer análises clínicas fora de casa. Podia dar-se o caso de “casa de ferreiro, espeto de pau”, mas não. Também pela primeira vez, fui submetido a um “check-up” de saúde, em que os médicos e...
Se tiver de eleger o melhor “negócio” que fiz em 2012, talvez tenha sido a assinatura da revista da “National Geographic”. Cada revista tem uma qualidade superior, tanto no que diz respeito às fotografias, como a praticamente todos os textos,...
A política, quando encarada de uma forma nobre (coisa rara, hoje em dia, dado o nível dos protagonistas), pode ser madrasta. Que o diga um reformado japonês, que arriscou o sonho de ser deputado. Arriscou. Arriscou tudo, e não foi eleito. E não só não foi eleito, como...
Quando António Guterres afirmou, pela primeira vez, a sua “paixão”, surpreendeu. Quando, de certa forma, a traiu, perdoou-se-lhe. Ao fim e ao cabo, era uma paixão difícil de manter, quando outras se interpunham. São assim, as paixões. Fugidias, rápidas,...
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