Ele já assumiu que escreveu tudo o que queria. E talvez o tenha feito, porque conseguiu ler tudo o que queria. Fez tudo o que queria. Já pode dizer adeus, diz ele. Eu também queria ter lido tudo o que é obrigatório ler. E ter o dom de escrever tudo o que queria...
António José Seguro disse hoje que não aceita cortes no Estado Social. É curiosa a afirmação, porque é exactamente igual à de Sócrates, e não se consta, nessa altura, que Seguro pensasse da mesma forma, sobretudo quando era Teixeira dos Santos quem os propunha. A...
A aventura segue já em velocidade de cruzeiro, com vários arranjos a ganharem forma, para serem apresentados no Concerto de Natal. Com o objectivo de sermos originais, estamos a ir um pouco mais longe, este ano, com coisas escritas (ou melhor, transcritas)...
Leio com voragem, no sentido mais amplo da palavra, «Resgatados», de David Dinis e Hugo Filipe Coelho. Regresso, com curiosidade, aos bastidores da acção política, que levaram a que, em Abril de 2011, José Sócrates usasse o «telefone vermelho» para pedir ajuda à...
Tem caído em desuso a construção de pontes com uma margem num feriado e outra num fim-de-semana. Nesse entremeio, construía-se um descanso ou um fazer qualquer outra coisa que nos libertasse do dia-a-dia. Agora não. Há uma margem, outra margem e esse rio imenso que é...
É uma frase comum, mas que ganha especial fôlego quando nos entra pela carne dentro. A importância de uma pessoa não se mede tanto pela sua presença como pela sua ausência. A ausência é uma espécie de cratera de um vulcão, que vai alargando, alargando, de cada vez que...
http://www.youtube.com/watch?v=mZgs9BpvdkA Dizia Pessoa que o melhor do mundo são as crianças. Uma espécie de “verdade de La Palice” de que nos esquecemos com frequência. Cada vez queremos que as crianças cresçam mais depressa. Aprendam mais depressa....
A RTP esperou cerca de meia hora para noticiar, no Jornal da Tarde, que os portugueses estão mais pessimistas. Como tudo, trata-se de uma questão de ponto de vista. Podemos olhar para o copo meio cheio, ou meio vazio. Ou vê-lo à claridade, ou no escuro. Ou...
Em 1998, resolvi perseguir uma espécie de um sonho. Juntamente com mais 99 “camaradas”, como é costume dizer-se na profissão que nunca tive, desci a Avenida da Boavista a pé, à procura da Escola Superior de Jornalismo. Ali passámos, todos, quatro anos à...
Portugal é fértil nos «sub-idiomas» ou dialectos que cria. Quem cair nas «malhas» dos Recibos Verdes, tem de estar fortemente preparado para aprender estes dialectos o mais rapidamente possível, sob pena de, quando der por ela, estar absolutamente «engolido» pelo...
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