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j-sócrates

«Nós sabemos quem é rico e quem não é rico. O que me dá impressão é que aqueles que não querem fazer nada arranjam sempre boas desculpas para não se fazer nada».

O Primeiro-Ministro afirmou, com todas as letras, sílabas e palavras, que sabe perfeitamente quem é rico. E isso é bom. Qual Robin dos Bosques, promete tirar aos ricos para dar aos pobres, de episódio em episódio, até à eleição final. «A questão essencial», como diria Pacheco Pereira, não está nesta afirmação. «A questão essencial» é que só agora é que «sabemos quem é rico e quem não é rico», num acto de uma certa hipocrisia e populismo disfarçado, ao mesmo tempo que outros arautos voltam a anunciar uma tentativa de assassinato público.

A tão badalada série sobre Salazar ilustra bem isto. «Umas espécies de políticos» cuja «capa» pública marca claramente a separação entre opostos. As semelhanças são cada vez mais acentuadas, sejam cultivadas ou nem por isso. Será que estamos mesmo «entregues à bicharada»?