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s-valentimEstou a pensar seriamente em propor a oficialização de uma «contra-corrente» ao dia dos namorados: o dia dos «sem namorada». O objectivo é, por um lado, manifestar uma enorme inveja pelos que, neste dia, podem passear as suas belíssimas namoradas, devidamente apetrechadas e altamente apresentáveis, fazendo inveja aos amigos e inimigos; e, por outro, repudiar veementemente os que passam os restantes 364 dias do ano sem «passar cartão» à sua cara-metade, guardando todo o amor para o dia em que, efectivamente e com propriedade, têm de ser namorados. O manifesto incluirá, ainda, uma forte reprovação aos que são casados e, por esse facto, deixaram de namorar.

A «solidão» tem destas coisas, que se manifestam mais acentuadamente nestes dias «especiais». Entretanto, a «Microsoft» apresentou um estudo com uns números substancialmente curiosos. Versa sobre a internet como espaço de partilha e comunicação do amor. Segundo os números deste estudo, 65% dos portugueses preferem utilizar os programas de conversação virtual do que o contacto presencial. Pelo menos 41% dos portugueses admite já ter feito pelo menos uma declaração de amor através da internet, e cerca de 50% dos nossos compatriotas admite que tem «flirts» virtuais. No mundo, 67 milhões de pessoas admitem ter encontrado o amor na internet, estando o número de relações que resultaram em casamento nos 5 milhões e as relações de longa duração em 19 milhões.

Como se já não bastasse o facto de não ter namorada, agora estes números e, por fim, um «post» exageradamente carregado de advérbios de modo. Alguém me arranja uma psicóloga, uma psiquiatra…?