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recibos-verdesPublica hoje o «Jornal de Notícias», em parangonas, que o Estado reduziu o peso dos recibos verdes na sua gestão de recursos humanos para 1%. Em quatro anos e meio, segundo números oficiais, o recurso a esta «forma de contratação» teve um decréscimo de cerca de 2000 trabalhadores. Para além deste decréscimo, diz o jornal que também nos contratos a termo houve cortes. Em três anos, Portugal passou de 7,5% de contratados pelo Estado para 5,6% (mais de 13 mil funcionários públicos contratados a menos). A notícia é dada de uma forma um tanto efusiva, mas deixa de fora o que parece ser a questão essencial. Para onde foi essa gente, que, aparentemente, era necessária ao Estado (caso contrário não contrataria estas pessoas), e que, de repente, desaparece de forma misteriosa, em favor de uma estatística?