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obamaNuma altura em que circula pela internet o discurso do Presidente dos Estados Unidos na abertura do ano lectivo, e em que, depois de uma incursão pela leitura de alguns dos seus discursos, me aventuro a ler «Dreams from my Father» (na tradução portuguesa «A minha herança»), Obama volta a dar sinais de ser igual a si mesmo. Continua a praticar um discurso sério, organizado, de progresso salutar. Armas nucleares, paz, preservação do planeta e economia foram os quatro pilares sobre os quais Obama fez assentar o seu discurso, sublinhando que nem ele nem a América podem resolver tudo sozinhos, ao contrário, se calhar, do que a maioria dos americanos possa sentir ou pensar. Neste momento, ainda se vive uma certa «Obamamania», que, esperemos, seja verdadeira. Pelo menos a acreditar no que se vai vendo e lendo, parece que «yes, we can» ter uma outra forma de política.

«Sei bem das expectativas dos que acompanham a minha presidência em todo o mundo, mas essas expectativas dizem menos sobre mim e mais sobre o descontentamento com o statu quo e sobre a esperança de que a mudança é possível e a América pode liderar esse movimento».

«Aqueles que gostavam de castigar a América por actuar sozinha não podem agora assobiar para o ar e esperar que a América venha resolver os problemas sozinha».

(Discurso de Barack Obama nas Nações Unidas, 23 de Setembro de 2009)