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ftAs dinâmicas económicas e empresariais da actualidade são complexas, bem o sabemos. Mas o que não sabíamos era que poderiam descambar num autêntico «suicídio colectivo», como o que tem sucedido na «France Telecom». Em 19 meses, 24 trabalhadores suicidaram-se, sem contarmos com tentativas falhadas, que foram mais de uma dezena. A «France Telecom» colocou «na rua», nos últimos quatro anos, mais de 20 mil trabalhadores, o que diz bem do sentimento que, entretanto, deve ter tomado conta de quem foi ficando, com o peso de saber que, a qualquer momento, pode também ser escravo do esquema de cortes. Vivemos na era da precaridade, do temporário, do incerto, de «empurrar para o futuro» os sonhos, anseios, vontades, desejos, projectos. Na era da pressão, do pagar pouco por muito, de uma outra espécie (ou de outras espécies) de escravatura. Não seria preferível ter pessoas parcialmente descontentes com o seu trabalho do que desempregadas? Não seria preferível estar vivo? Ou será o desemprego (desesperante) o ponto mais fundo onde se pode «bater»?