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big_fishTim Burton tem a capacidade, aparentemente infindável, de, recorrendo à fantasia, nos deixar a pensar seriamente na realidade. Somos o que somos, mas também as histórias que vivemos, que contamos, que fantasiamos, somos também o que queremos e sonhamos. E, no fim, somos tudo isso, e fica de nós tudo isso. É assim, em termos talvez demasiado filosóficos, que Tim Burton conta a história de «Big Fish». Uma história de histórias, resumida num final em que tudo acontece e se desvenda, em que a fantasia é, afinal, a realidade. É bom pensarmos assim, que é possível realizar a fantasia, que ela não é tão fantástica assim, mas que, no fundo no fundo, é bem real. Está, apenas, à distância do nosso olhar.