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michel-platiniNós, portugueses, cultivamos (e ainda bem) o bem receber. Mas, a julgar pelas imagens televisivas da chegada de Michel Platini à Madeira (onde está a decorrer a reunião da UEFA, que decidirá quais serão as cidades anfitriãs do Euro 2012), isso é absolutamente irrelevante. Ao sair do aeroporto da «pérola do atlântico», um grupo folclórico esperava pelo presidente da UEFA, estando uma das senhoras, com um ar extremamente simpático, pronta para colocar-lhe na lapela um laço de boas-vindas. Desde que colocou o pé fora do aeroporto, depois de passar pelo simpático grupo, até terminar de falar com os jornalistas e entrar no autocarro, Platini não esboçou qualquer sorriso nem qualquer palavra de simpatia. Que tenha vindo para trabalhar e não para ser simpático, percebe-se. Mas, acredito, nós gostamos muito mais das pessoas importantes quando elas não têm de recorrer à arrogância para o serem.