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A Madeira está no epicentro da propalada crise política. Mais dinheiro ou menos dinheiro, mais endividamento ou menos endividamento, mais milhões ou menos milhões, estranhamente o seu estilo cáustico e (quase) incendiário tem passado mais ou menos despercebido. Única excepção feita ao comentário, curto e seco, à possibilidade de crise política, desencadeada pela eventual demissão de José Sócrates («um favor ao país», segundo Jardim). Neste caso concreto, dizem os jornalistas, as contas dependem de quem as faz. Podemos estar a falar de mais 50 milhões, ou de menos 50 milhões. Ora, com tantos milhões em causa, e apelando ao sentido de boa gestão, de que a paisagem «arrumadinha» da Madeira é exemplo, talvez faça sentido sensibilizar Alberto João Jardim para a falta de um acesso digno a Arouca, para que possa dispensar, a estes humildes «cubanos», alguns desses milhões.