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De forma mais ou menos velada, o país está outra vez no «pântano». Portugal, o país da crítica por excelência, tem de mudar de agulha, urgentemente. Já não nos basta sermos críticos, agora temos de ser verdadeiramente pró-activos. Já não nos basta a crítica, é preciso uma alternativa. Dizer que estamos mal não é mais suficiente, porque é por demais óbvio. Criticar quem fez mal não é mais suficiente, porque é por demais óbvio. É urgente surgir uma alternativa que seja verdadeiramente alternativa, que reme contra esta maré pantanosa, de casos por resolver, de coacções silenciosas, de problemas e soluções subliminares, de enganos nas contas e promessas não cumpridas. Se um outro país é possível, urge uma alternativa. Mas uma alternativa a sério.