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Cada vez mais me parece que sofremos de um mal endémico. Por muito que trabalhemos, produzimos sempre pouco. Ao olhar mais ou menos distraído, ou descomprometido, a resposta é simples. Trabalhamos muito e mal, por isso produzimos pouco. Mas há uma explicação importante a dar, para além dessa, também possível. É que a nossa «elite» é francamente má. Tão má, que não sabe o que pretende. Por isso, por muito que trabalhemos, mesmo que bem, vamos sempre trabalhar insuficientemente, e produzir pouco ou mal. A solução, pelo menos aparentemente, é termos uma «elite» esclarecida e pró-activa. A partir dessa altura, talvez a dicotomia entre trabalho e produção comece a fazer mais sentido.