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José Mourinho é, incontornavelmente, um fenómeno. As suas equipas jogam com uma precisão de relojoeiro, ganham, alcançam títulos aguardados há décadas (ou mesmo impensáveis). E, no auge, com a missão cumprida, Mourinho já pensa mais num desafio mais aliciante do que no festejo. A sua postura é firme, certeira, acutilante. E ele ganha, e obtém sucesso e reconhecimento mundiais. Ele é «the special one», ou «lo speciale» ou, agora, «el especial». Ele foi, provavelmente, a melhor coisa (talvez a única coisa boa) que Vale e Azevedo fez pelo Benfica, e a pior que Manuel Vilarinho podia ter feito. O FC Porto projectou-o para uma dimensão europeia e mundial. Mourinho prova, sucessivamente, que muitos e muito bons jogadores podem não fazer uma boa equipa. Mas as suas equipas são sempre as melhores, mesmo sem «estrelas». Honras ao «special one».