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Por curiosidade, em conversa, e a partir da frase «vaidade das vaidades, tudo é vaidade», relembrei hoje o Eclesiastes, um livro do Antigo Testamento, que tem verdadeiras pérolas de literatura (e reflexão sobre a vida) que valem a pena a leitura e a reflexão. Prendemo-nos demais aos «fogachos», aos caprichos, aos sucessos momentâneos e nem sempre merecidos (e nem sempre verdadeiramente nossos). E esquecemos que há tempo para tudo, havendo também tempo para o que é menos bom, para o insucesso, para o desânimo, para a sombra. Temos vergonha de ler a Bíblia criticamente. Pois bem, parece que esta pode ser uma boa «porta de entrada».

«Para tudo há um tempo, para cada coisa há um momento debaixo dos céus: tempo para nascer, e tempo para morrer; tempo para plantar, e tempo para arrancar o que foi plantado; tempo para matar, e tempo para sarar; tempo para demolir, e tempo para construir; tempo para chorar, e tempo para rir; tempo para gemer, e tempo para dançar; tempo para atirar pedras, e tempo para ajuntá-las; tempo para dar abraços, e tempo para apartar-se. Tempo para procurar, e tempo para perder; tempo para guardar, e tempo para jogar fora; tempo para rasgar, e tempo para costurar; tempo para calar, e tempo para falar; tempo para amar, e tempo para odiar; tempo para a guerra, e tempo para a paz».

(Ec.: 3, 1-8)