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Ele foi uma espécie de autarca modelo socialista, que muito fez pelo progresso de Matosinhos. Daí a Ministro foi um passo. Seguiu-se a dissidência, uma candidatura repetida à Câmara de Matosinhos como independente, e, agora, a expulsão do PS, como consequência disso mesmo. Um partido que foi tão crítico quando o PSD, sob a liderança de Marques Mendes, procedeu exactamente da mesma forma, e usa agora a figura da expulsão para punir todos os militantes que concorreram contra as listas do seu próprio partido. Depois de tanta crítica e tanto falatório sobre o tema, durante a campanha para as últimas eleições, e até mesmo durante o último congresso do PSD, dá vontade de dizer que «quem tem telhados de vidro»…

«De acordo com os estatutos do PS, a pena de expulsão é a sanção disciplinar máxima, que só pode ser aplicada “por falta grave”. Uma das situações previstas é “a que consiste em integrar ou apoiar expressamente listas contrárias à orientação definida pelos órgãos competentes do partido, inclusive nos actos eleitorais em que o PS não se faça representar”».

(in jornal «Público»)