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Foto: Roda Viva Jornal

O alerta chegou via telefone, e apanhou-me de surpresa. Aliás, como a todos, ao que parece. Do outro lado da linha, uma colega jornalista perguntava-me se sabia que tinham abatido várias árvores, algumas delas centenárias, no decurso das obras da Escola Secundária. Perante um facto consumado, pouco resta a fazer. A empresa tentou remendar o tremendo erro, dizendo passar a ter, a partir de agora, uma maior atenção aos abates que faz, e promete «compensar» com uma maior área ajardinada e arborizada. Mas o mal está feito, e o aspecto com que fica, sabendo-se do que ali existia, é desolador. Compreende-se que seja complicado pensar no futuro sem se cortar com o passado. Compreende-se, ainda, que as árvores doentes possam (e devam) ser abatidas. Mas árvores centenárias, isso parece ser consensual, devem ser preservadas a todo o custo. Tudo isto foi feito com dinheiro dos nossos impostos, e parece que não terá quaisquer consequências para quem o praticou. É pena, mas, ao que parece, é normal. Em nome do progresso, ou do que quer que seja.