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Túmulo de D. Bosco, na basílica de Nossa Senhora Auxiliadora, em Turim

Descobrir São João Bosco é das experiências mais ricas que se pode ter. Ler a sua obra, conhecer a sua vida, visitar os seus lugares, dá-nos uma dimensão única do homem, da sua obra, do seu apostolado, da sua santidade. Fundador dos salesianos, foi muito mais do que isso. Foi o responsável por uma verdadeira revolução na pedagogia, trabalhando «com as mãos na massa» numa cidade que era, e ainda hoje é, problemática. Aliás, é curioso (re)visitar a Turim de D. Bosco, e ver que, nos mesmos lugares, nos mesmos espaços, persistem alguns dos problemas com que se debateu, até partir, em 1888. «Pai e Mestre dos Jovens» foi um dos responsáveis pelo que hoje se designa «ensino profissional», acolhendo nas suas obras muitos dos que eram vítimas, na altura, do que hoje se chama «trabalho infantil». Ensinou-lhes uma profissão, cultivou a boa imprensa, imprimiu livros e panfletos para uma melhor educação. Formou marceneiros, carpinteiros, tipógrafos. Formou também padres, que, com ele, deram origem a uma congregação que nunca quis que se centrasse exclusivamente em si. «Dai-me almas e esquecei o resto» foi sempre o seu lema, trabalhando em prol dos jovens, especialmente dos mais pobres. Hoje, o espaço é pouco para se dizer tudo. Recomenda-se a leitura das suas biografias e das suas memórias do oratório. E, também, relembrar o quanto estes apóstolos da juventude deram a Arouca. Semente que, ainda hoje, persiste.

«Estamos a dar andamento a uma série de projectos que diante do mundo parecem fábulas ou coisas impossíveis; mas, assim que começam, Deus os abençoa e tudo vai de vento em popa. Isso é motivo para rezar, agradecer, esperar e vigiar».

(São João Bosco, in «Correspondência»)