Uma história dentro de uma história dentro de uma história. Quase como uma cebola. Quem leu o livro de Chico Buarque percebe melhor o que isto quer dizer. Mas quem vir «Budapeste» no grande écrã fica quase com a mesma sensação. É diferente ler o livro e ver o filme, bem se sabe. E este é um caso em que vale bem a pena fazer as duas coisas, independentemente da ordem dos factores. Quem leu «Budapeste» viu, quase automaticamente, o filme. Quem o vir vai querer, quase de certeza absoluta, ler, ouvir e ver o que um dos maiores escritores de canções do Brasil anda a fazer pela literatura. Vale bem a pena.
Pessoal e Transmissível
Plagiando o nome do programa de entrevistas de Carlos Vaz Marques na TSF, este blog tem tanto de absolutamente pessoal como de absolutamente transmissível. O título surgiu da lembrança de um anúncio televisivo a uma agenda - «A Minha Agenda» - que, na altura, toda a gente queria ter. O conteúdo surge de retalhos de informação, de observações, de restos de material da minha agenda, que fizeram (ou não) notícias. Neste caso, material que não foi directamente notícia, mas que talvez pudesse ter sido. De um ponto de vista totalmente pessoal, mas totalmente transmissível. Bem-vindo.
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Eu pertenco ao grupo dos que leram, mas ainda nao viram o filme. Mas sem duvida, estou com muita vontade de o ver. O mais engracado e’ que o Chico escreveu o livro sem nunca ter ido a Budapeste! Eu gostei muito deste livro e de outros livros do Chico, mas o Chico e’ bem mais um autor de cancoes que um autor de livros para mim. Mas, no fundo, ouvindo as cancoes de Chico quase da’ a impressao de se estar a ler um livro da historia e das cronicas de costumes do Brasil do final do seculo XX. E ele fa-lo como ninguem!