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Chego com a ideia, talvez colhida no «Memorial do Convento», de que Mafra foi ali plantada, como o palácio, num local onde ninguém imaginaria, e que só muita força humana, sobre-humana e sub-humana, tornaram possível. Leio, algures, que não, mas isso também não importa. Como imaginava, é o palácio, esse mesmo, o do «Memorial», que domina sobre toda a urbe. É já tarde, as ruas quase desertas, e a vontade de permanecer fora de portas é quase nula. Registo a pouca iluminação na zona fronteira ao monumento, e as obras de beneficiação aparentemente interrompidas, mas nada retira o brilho àquele edifício. Sei de antemão que vou ter de o conhecer apenas por fora, mas não faz mal. Será o pretexto ideal para regressar.