Chego com a ideia, talvez colhida no «Memorial do Convento», de que Mafra foi ali plantada, como o palácio, num local onde ninguém imaginaria, e que só muita força humana, sobre-humana e sub-humana, tornaram possível. Leio, algures, que não, mas isso também não importa. Como imaginava, é o palácio, esse mesmo, o do «Memorial», que domina sobre toda a urbe. É já tarde, as ruas quase desertas, e a vontade de permanecer fora de portas é quase nula. Registo a pouca iluminação na zona fronteira ao monumento, e as obras de beneficiação aparentemente interrompidas, mas nada retira o brilho àquele edifício. Sei de antemão que vou ter de o conhecer apenas por fora, mas não faz mal. Será o pretexto ideal para regressar.
Pessoal e Transmissível
Plagiando o nome do programa de entrevistas de Carlos Vaz Marques na TSF, este blog tem tanto de absolutamente pessoal como de absolutamente transmissível. O título surgiu da lembrança de um anúncio televisivo a uma agenda - «A Minha Agenda» - que, na altura, toda a gente queria ter. O conteúdo surge de retalhos de informação, de observações, de restos de material da minha agenda, que fizeram (ou não) notícias. Neste caso, material que não foi directamente notícia, mas que talvez pudesse ter sido. De um ponto de vista totalmente pessoal, mas totalmente transmissível. Bem-vindo.
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E que pretexto..
Já percorri aqueles corredores, salas e salões e quartos e é realmente fantástico..
Devo realçar o cuidado com que tudo está preservado, e documentado.
Fiquei encatada com a enfermaria e a biblioteca..=) de cortar a respiração..
Ao percorrer aqueles corredores não pude deixar de pensar como podemos ter escolhido o Castelo de Guimarães ou a Torre de Bélém (sem desprestígeo para a beleza destes monumentos e o seu valor histórico) como vencedores das sete maravilhas de Portugal (monumentos) e ter deixado de parte tão magnífica obra.
Sem dúvida vale a pena o regresso..
Sandra