«Black fear» foi, na adolescência, e contrariamente ao que a expressão possa querer fazer pensar, sinónimo de libertação, descoberta, amizade e, sobretudo, música. Lembro um período da vida que passou mais ou menos a correr, graças a umas fotografias antigas que o meu amigo de longa data André Pimentel, que há muito não vejo, deu a conhecer no «facebook». É verdade, eu já fui assim. Quase paradoxalmente pequenino e cabeludo, com muito pouco tempo de intervalo. Já várias vezes tinha pensado que esta fase estava mais ou menos apagada das memórias. Sobretudo sem muitas fotografias que ajudem a lembrar «as figuras». Pois bem, elas aí estão. De um tempo em que ninguém esperaria que surgisse uma banda de «rock» na escola. De um tempo em que nem eu esperaria fazer parte de um grupo de amigos onde todos eram mais velhos vários anos. De peripécias que só naquele tempo, naqueles lugares e com aquelas pessoas era possível acontecerem. Obrigado André, por ressuscitares uma parte desta vida. Aparece.
Pessoal e Transmissível
Plagiando o nome do programa de entrevistas de Carlos Vaz Marques na TSF, este blog tem tanto de absolutamente pessoal como de absolutamente transmissível. O título surgiu da lembrança de um anúncio televisivo a uma agenda - «A Minha Agenda» - que, na altura, toda a gente queria ter. O conteúdo surge de retalhos de informação, de observações, de restos de material da minha agenda, que fizeram (ou não) notícias. Neste caso, material que não foi directamente notícia, mas que talvez pudesse ter sido. De um ponto de vista totalmente pessoal, mas totalmente transmissível. Bem-vindo.


Comentários recentes