O dia começou antes mesmo de ser dia. Ia e vinha aquele nervoso miudinho, habitual, que antecede o levantar voo. Pensamos sempre que há muita coisa a tratar, e algum caminho a percorrer até sentirmos a pressão do ar a tentar esmagar-nos, enquanto levantamos voo. Mas, mal nos lembramos disso, já tudo passou, e já se voa em velocidade de cruzeiro. Pouco após o amanhecer, Eindhoven surgia na pequena janela, que à distância de dois lugares ainda ficou mais pequena. De longe, de resto como de perto, a Holanda parece uma imensa planície. Não se vê ainda o bulício das bicicletas, calma. Está frio, apesar do sol. Os rituais são conhecidos, mas há muita coisa nova. Arriscamos o autocarro. O centro da cidade. O hotel, por fim. Vamos à descoberta. Eindhoven é acolhedora, e convida a ser descoberta a pé. Ou de bicicleta (agora sim, vemos um mar imenso delas). Sabe bem uma esplanada, aquecida, quando o sol se esquiva a cumprir o seu papel. Tentamos ver o jogo entre o PSV e o NAC, no Philips Stadium. É caro. Desistimos. Regressamos. Há gente, por aí, a falar português. Estamos em todo o mundo. Pequeno passeio. Descanso. Preparativos para amanhã. Um jantar de descoberta, regado a vinho francês. O Real Madrid perde com o Barça na televisão. Vemos que os holandeses não gostam muito do Ronaldo. Percebe-se. Urge dormir. O tempo não pára, e amanhã é dia de ir a Amesterdão.
Pessoal e Transmissível
Plagiando o nome do programa de entrevistas de Carlos Vaz Marques na TSF, este blog tem tanto de absolutamente pessoal como de absolutamente transmissível. O título surgiu da lembrança de um anúncio televisivo a uma agenda - «A Minha Agenda» - que, na altura, toda a gente queria ter. O conteúdo surge de retalhos de informação, de observações, de restos de material da minha agenda, que fizeram (ou não) notícias. Neste caso, material que não foi directamente notícia, mas que talvez pudesse ter sido. De um ponto de vista totalmente pessoal, mas totalmente transmissível. Bem-vindo.
















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