Depois de uma visita a uma exploração agrícola, depois de hora e meia de viagem, depois de alguns ziguezagues pela cidade, estacionamos junto ao Conservatorium van Amsterdam. Já nos esperavam. Almoçamos. Guiam-nos pela cidade. Um primeiro contacto, tímido. O céu cinzento, e o frio dos cerca de 7ºC conduzem-nos pela Damrak. Começa a sentir-se o pulsar de uma cidade com uma vida intensa, mas extremamente organizada. Não se sente o nervosismo típico dos latinos, mas também não se sente a frieza dos nórdicos. Tudo flui de uma forma organizada. Passamos, timidamente, pelo “Red Light District”. Perto da Dam, pomos a conversa em dia, num bar simpático. Regressamos ao Conservatório. Um edifício moderno, de dez andares, com três auditórios temáticos, e um complexo de salas de estudo com uma vista inacreditável sobre a cidade. Rumamos a casa. Lijnden. Esperam-nos portugueses, espanhóis e um chileno. Provamos Rioja, lanchamos e jantamos quase como se estivéssemos em Portugal. Descanso. Regressamos à cidade, para voltar a sentir o pulsar. Há uma retrospectiva de Van Gogh que é obrigatório ver. Vagueamos pela cidade. Passamos pelo mercado das flores, sentimos o aroma da cannabis, conhecemos o bairro judaico português, uma comunidade, fiquei a saber, importantíssima. Estamos em cima da hora. Voltamos. É necessário regressar a Eindhoven. Amanhã, Portugal espera-nos.
Pessoal e Transmissível
Plagiando o nome do programa de entrevistas de Carlos Vaz Marques na TSF, este blog tem tanto de absolutamente pessoal como de absolutamente transmissível. O título surgiu da lembrança de um anúncio televisivo a uma agenda - «A Minha Agenda» - que, na altura, toda a gente queria ter. O conteúdo surge de retalhos de informação, de observações, de restos de material da minha agenda, que fizeram (ou não) notícias. Neste caso, material que não foi directamente notícia, mas que talvez pudesse ter sido. De um ponto de vista totalmente pessoal, mas totalmente transmissível. Bem-vindo.

















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