Há uma música que não me tem saído da cabeça, especialmente depois de ter iniciado (e terminado) a tarefa de tentar transcrever o 9.º andamento das Variações Enigma, de Edward Elgar, para que a Banda Musical de Arouca, possa apresentá-lo na abertura do Concerto de Natal. A ideia surgiu depois de ter visto uma performance interessantíssima, por parte das bandas militares inglesas. Estava ali a prova de que era possível. O andamento chama-se “Nimrod”, em referência a uma personagem do Livro dos Génesis, dado como neto de Noé, uma das personagens mais poderosas do seu tempo, também frequentemente ligado à construção da Torre de Babel. Elgar terá composto este andamento numa altura em que estava prestes a desistir de compor, tendo sido encorajado pelos que lhe eram próximos a seguir o exemplo de Beethoven, e lutar contra essa falta de “inspiração”, ou de força para continuar. Daí, terá surgido “Nimrod”. O que teríamos perdido se Elgar tivesse desistido.
Pessoal e Transmissível
Plagiando o nome do programa de entrevistas de Carlos Vaz Marques na TSF, este blog tem tanto de absolutamente pessoal como de absolutamente transmissível. O título surgiu da lembrança de um anúncio televisivo a uma agenda - «A Minha Agenda» - que, na altura, toda a gente queria ter. O conteúdo surge de retalhos de informação, de observações, de restos de material da minha agenda, que fizeram (ou não) notícias. Neste caso, material que não foi directamente notícia, mas que talvez pudesse ter sido. De um ponto de vista totalmente pessoal, mas totalmente transmissível. Bem-vindo.
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