Normalmente, os filmes que têm a música como tema de fundo pecam sempre pelo exagero. Há aqueles que mostram os músicos como super-homens, que do nada fazem coisas espectaculares e que, mesmo nas situações mais adversas, conseguem, sem qualquer preparação, demonstrar um virtuosismo incomparável. São os mais frequentes. Depois, há os que são mais parecidos com o recente “Whiplash”, que, segundo parece, até é candidato a alguns Oscars. “Whiplash” conta a história de um baterista de jazz que quer ser o melhor de sempre. Para tal, contrariamente à ideia habitualmente construída em torno dos músicos, estuda até aos ossos (literalmente), ao ponto de entrar numa espiral depressiva. Se antes tínhamos o oito, agora parece termos o oitenta. Vale a pena ver, para servir de referência. Nada mais.
Pessoal e Transmissível
Plagiando o nome do programa de entrevistas de Carlos Vaz Marques na TSF, este blog tem tanto de absolutamente pessoal como de absolutamente transmissível. O título surgiu da lembrança de um anúncio televisivo a uma agenda - «A Minha Agenda» - que, na altura, toda a gente queria ter. O conteúdo surge de retalhos de informação, de observações, de restos de material da minha agenda, que fizeram (ou não) notícias. Neste caso, material que não foi directamente notícia, mas que talvez pudesse ter sido. De um ponto de vista totalmente pessoal, mas totalmente transmissível. Bem-vindo.
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