Ultimamente, os bastidores da política têm estado mais presentes na tela cá de casa. E, nesse sentido, «The Contender», mesmo não sendo um grande filme, é um dos que vale a pena ver, dentro desta temática. Os figurinos e o «décor» têm a hibridez dos tempos da mudança de milénio. Não são nem demasiado «old fashion», nem demasiado arrojados. Neutros, às vezes, até. Mas de todo o filme, para além do discurso presidencial, já no final, para além da forma como a trama é dada a conhecer, para além dos habituais jogos de bastidores e respectivas consequências, ficou no ar uma ideia. A de que um grande político tem de ter, obrigatoriamente, grandeza. Grandeza a vários níveis. De espírito, de personalidade, na forma de estar. Essa grandeza depende, em larga escala, das circunstâncias em que venha a exercer os seu mandato. Mas se, a todo o momento, não fizer passar pelo menos a ideia de grandeza, então é melhor dedicar-se a outra actividade.
Pessoal e Transmissível
Plagiando o nome do programa de entrevistas de Carlos Vaz Marques na TSF, este blog tem tanto de absolutamente pessoal como de absolutamente transmissível. O título surgiu da lembrança de um anúncio televisivo a uma agenda - «A Minha Agenda» - que, na altura, toda a gente queria ter. O conteúdo surge de retalhos de informação, de observações, de restos de material da minha agenda, que fizeram (ou não) notícias. Neste caso, material que não foi directamente notícia, mas que talvez pudesse ter sido. De um ponto de vista totalmente pessoal, mas totalmente transmissível. Bem-vindo.
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