Há coisas que não se conseguem dizer, porque não cabem numa palavra, nem numa frase, nem num texto, nem num livro. Há coisas que não se conseguem dizer, porque são demasiado grandes para conseguirmos decifrar o que são. Há coisas que não se conseguem dizer, porque são tão bonitas, tão bonitas, que dizê-las nunca é suficiente, e seria preciso dizer muito para explicar apenas um bocadinho. Há coisas que parece que só se consegue dizer com recurso a imagens, a sons, a algo mais largo do que algumas letras alinhadas. Há coisas que se dizem através do «Salut d’amour» de Edward Elgar. Há coisa que ficam, assim, ditas.
Pessoal e Transmissível
Plagiando o nome do programa de entrevistas de Carlos Vaz Marques na TSF, este blog tem tanto de absolutamente pessoal como de absolutamente transmissível. O título surgiu da lembrança de um anúncio televisivo a uma agenda - «A Minha Agenda» - que, na altura, toda a gente queria ter. O conteúdo surge de retalhos de informação, de observações, de restos de material da minha agenda, que fizeram (ou não) notícias. Neste caso, material que não foi directamente notícia, mas que talvez pudesse ter sido. De um ponto de vista totalmente pessoal, mas totalmente transmissível. Bem-vindo.
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