A ópera “A Flauta Mágica”, de Mozart, é uma verdadeira obra de magia. Plena de simbolismo, ela é riquíssima em significados, e, quando interpretada à luz da filosofia maçónica, abre reflexões intermináveis. Uma das árias mais significativas desta ópera é a da Rainha da Noite, que muitos dizem tratar-se de uma espécie de reencarnação da sogra de Mozart, o que torna a interpretação dos significados da ópera um pouco redutora. Seja como for, é uma das árias tecnicamente mais exigentes para qualquer soprano ligeiro. É quase como algo que “ou se tem, ou não se tem”, e quando não se tem, é melhor não tentar cantar, sequer. Quando não se tem, pode tentar assobiar-se, porque mal cantada, a ária pura e simplesmente não existe.
Pessoal e Transmissível
Plagiando o nome do programa de entrevistas de Carlos Vaz Marques na TSF, este blog tem tanto de absolutamente pessoal como de absolutamente transmissível. O título surgiu da lembrança de um anúncio televisivo a uma agenda - «A Minha Agenda» - que, na altura, toda a gente queria ter. O conteúdo surge de retalhos de informação, de observações, de restos de material da minha agenda, que fizeram (ou não) notícias. Neste caso, material que não foi directamente notícia, mas que talvez pudesse ter sido. De um ponto de vista totalmente pessoal, mas totalmente transmissível. Bem-vindo.
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