O alerta chegou via telefone, e apanhou-me de surpresa. Aliás, como a todos, ao que parece. Do outro lado da linha, uma colega jornalista perguntava-me se sabia que tinham abatido várias árvores, algumas delas centenárias, no decurso das obras da Escola Secundária. Perante um facto consumado, pouco resta a fazer. A empresa tentou remendar o tremendo erro, dizendo passar a ter, a partir de agora, uma maior atenção aos abates que faz, e promete «compensar» com uma maior área ajardinada e arborizada. Mas o mal está feito, e o aspecto com que fica, sabendo-se do que ali existia, é desolador. Compreende-se que seja complicado pensar no futuro sem se cortar com o passado. Compreende-se, ainda, que as árvores doentes possam (e devam) ser abatidas. Mas árvores centenárias, isso parece ser consensual, devem ser preservadas a todo o custo. Tudo isto foi feito com dinheiro dos nossos impostos, e parece que não terá quaisquer consequências para quem o praticou. É pena, mas, ao que parece, é normal. Em nome do progresso, ou do que quer que seja.
Pessoal e Transmissível
Plagiando o nome do programa de entrevistas de Carlos Vaz Marques na TSF, este blog tem tanto de absolutamente pessoal como de absolutamente transmissível. O título surgiu da lembrança de um anúncio televisivo a uma agenda - «A Minha Agenda» - que, na altura, toda a gente queria ter. O conteúdo surge de retalhos de informação, de observações, de restos de material da minha agenda, que fizeram (ou não) notícias. Neste caso, material que não foi directamente notícia, mas que talvez pudesse ter sido. De um ponto de vista totalmente pessoal, mas totalmente transmissível. Bem-vindo.
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Nunca estudei nesta escola. Tenho uma imagem reduzida desta área. Mas ninguém corta assim árvores sem ordens ou sem estar a cumprir um projecto previamente aprovado…
Mas não concordo com os “encolheres de ombros” de “agora o mal está feito”. Caramba… ninguém questionou ou foi questionado?
Até podia ser um mal necessário, mas não é isso que a publicação transparece…
Penso que não é motivo para tanto alarmismo.
Se calhar se não as cortassem os cedros daqui a alguns tempos alguém se lembrava que poderiam por em perigo os alunos e edifícios vizinhos…enfim…e era verdade…se um ramo daquele porte caísse….
Muitos dos que não concordam com o abate, não estou a referir-me a todos, tiveram a possibilidade de consultar o projecto que esteve em CONSULTA PUBLICA durante muito tempo….onde se podia ver que essas árvores iam ser abatidas…
Claro que ver árvores daquele porte serem abatidas custa, mas como se pode constatar no projecto de arranjos exteriores, muitas mais irão se plantadas!….