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Uma história dentro de uma história dentro de uma história. Quase como uma cebola. Quem leu o livro de Chico Buarque percebe melhor o que isto quer dizer. Mas quem vir «Budapeste» no grande écrã fica quase com a mesma sensação. É diferente ler o livro e ver o filme, bem se sabe. E este é um caso em que vale bem a pena fazer as duas coisas, independentemente da ordem dos factores. Quem leu «Budapeste» viu, quase automaticamente, o filme. Quem o vir vai querer, quase de certeza absoluta, ler, ouvir e ver o que um dos maiores escritores de canções do Brasil anda a fazer pela literatura. Vale bem a pena.