Zuenir Ventura escreveu, no seu livro «Inveja», que este é um sentimento perverso, porque não se trata de querer o melhor para nós. Trata-se, sobretudo, de querer que o outro não o tenha. A inveja é insidiosa, dissimulada, insaciável. E eu estou cheio de inveja....
Há algum tempo atrás, Dominique Strauss-Kahn, talvez inebriado e com a visão desfocada, confundiu os papéis de esquerdista e de director geral do FMI, e confessou que trabalhava para a esquerda mundial. Ficámos, na altura, sem saber se a sua preocupação efectiva e...
O jogo de brincar à política está a tornar-se demasiado ruidoso. É «enfartante». Entediante. Irritante. A campanha já deveria ter terminado. Somos, claramente, uma casa onde não há pão. Entretemo-nos a brincar aos países, e os políticos entretêm-se a brincar à...
Como alguém disse, e bem, todos os acidentes de carro são estúpidos. São daquelas coisas para as quais olhamos, olhamos, e nunca conseguimos perceber como foi possível acontecerem. Hoje, aconteceu-me a mim. Lembrei-me, de repente, de uma das cenas do filme sobre...
É sempre com muita alegria que vemos os amigos comemorarem as suas datas marcantes. Hoje foi assim, com o Grupo Coral de Urrô, que comemora, este ano, o seu 30.º aniversário. Foi a convite do saudoso José Teixeira que conheci este grupo, onde fizemos coisas...
O fado está na moda. Que o digam Camané, Ana Moura, Mariza e outros. Do futebol, nem se fala, com duas equipas portuguesas na final da Liga Europa, com direito a troca de galhardetes entre Pinto da Costa e Laurentino Dias, e tudo. E, hoje, Fátima esteve em todas as...
Não sou um seguidor atento da obra de Manuel António Pina, escritor que hoje foi galardoado com o «Prémio Camões». Cronista do «Jornal de Notícias», onde muitos o comparam a Ramalho Ortigão, na minha retina, de pouco conhecedor, ficou «Uma história que começa pelo...
É irónico que o nome se possa confundir com o do escritor. Mas não. Lorca é, agora, sinónimo de desolação, de pânico, de «vingança» da natureza. O homem desafia o universo, e, por vezes, com ou sem justiça, é-lhe devolvido o desafio. Há morte, há destruição, há caos....
Ainda houve tempo para um breve passeio na praia. Ele, sortudo. Ela, uma «lady». Escaparam por um triz ao abandono. Hoje fazem parte da família. Trocam afectos. Ensinam a humildade. Fazem algumas asneiras (poucas). Como, de resto, todos nós fazemos. Hoje ainda houve...
Todos nós temos interrogações. Vizinhos. Problemas. Consciência. Pensamentos. O que nos rodeia. A morte. O que deixamos para trás. E há o nosso bom viver, e o mau viver dos outros, pensamento para o qual direccionamos também o que nos atormenta, mesmo sem querermos....
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